.png)
Escrito por Willian Oliveira, Diretor Executivo da MPlan
O Brasil fechou 2024 com 123,97 milhões de veículos em circulação, o maior número da história do país, segundo levantamento da Veloe em parceria com a Fipe e o Senatran. Mais veículos significam mais custos, mais riscos e mais complexidade operacional para quem precisa gerenciar frotas no dia a dia.
Se você está avaliando contratar uma empresa de gestão de frotas, este artigo vai direto ao ponto: o que analisar antes de decidir, quais critérios realmente importam e como evitar os erros mais comuns nessa escolha.
Até pouco tempo atrás, a frota era tratada como um centro de custo secundário. Esse cenário mudou.
O mercado global de soluções de gestão de frotas estava avaliado em US$ 24,48 bilhões e deve atingir US$ 52,36 bilhões nos próximos cinco anos, crescendo a um CAGR de 16,42% (Mordor Intelligence). Não é tendência, é transformação estrutural.
US$ 52,36 bi valor projetado do mercado global de gestão de frotas até 2029 (Mordor Intelligence)
CAGR 16,42% crescimento anual composto do setor nos próximos cinco anos (Mordor Intelligence)
+20% crescimento do mercado de terceirização e assinatura de frotas no Brasil em 2024 (ABLA / GM Fleet)
No setor de transporte rodoviário, que responde por cerca de 64% da movimentação de cargas no Brasil (Fretebras, 2024), a eficiência operacional deixou de ser diferencial competitivo. Passou a ser condição de sobrevivência. E a empresa de gestão de frotas certa pode ser o fator que separa operações lucrativas de operações no limite.
Essa é a pergunta que mais gera dúvida em gestores de transporte. A resposta depende do modelo de operação, mas os números ajudam a calibrar a decisão.
Segundo dados compilados pela Uello, os custos com a frota podem cair entre 20% e 30% ao terceirizar em comparação com a frota própria, pela eliminação de imobilização de capital, seguros, IPVA e manutenção. (Uello)
O consultor Walter Kirschner, especialista no setor, aponta que locadoras conseguem descontos superiores a 20% na compra de veículos e cerca de 30% de economia em manutenção pelo ganho de escala, vantagem que uma empresa média com frota própria dificilmente alcança. (O Especialista)
Nem sempre terceirizar é a melhor opção. Um estudo do Brazilian Journal of Business comparou os dois modelos em uma distribuidora de combustível e concluiu que, naquele contexto, a frota própria apresentou custo total menor do que todas as quatro opções de terceirização analisadas. A conclusão: a decisão deve ser baseada em análise de TCO, o Custo Total de Propriedade, não apenas no preço do contrato mensal. (Brazilian Journal of Business)
Quando a empresa mantém frota própria mas investe em um sistema robusto de gestão, os ganhos são reais: veículos sem monitoramento em tempo real desperdiçam até 30% do combustível, segundo estudo da Cobli. (Cobli)
Até 30% de desperdício de combustível em frotas sem monitoramento em tempo real (Cobli)
40% a 60% do custo operacional de transporte é representado pelo combustível no Brasil (Aiko Digital)
Em uma frota de 30 veículos, esse desperdício pode ultrapassar R$ 100 mil por ano em combustível. Valor que justifica com folga o investimento em qualquer empresa de gestão de frotas de qualidade.
Antes de solicitar proposta de qualquer fornecedor, defina os critérios que serão analisados. Abaixo, os mais relevantes:
Mais de 80% das frotas comerciais na América Latina devem estar conectadas até 2026, segundo pesquisa da Frost & Sullivan. A telemetria avançada é hoje o núcleo de qualquer solução séria. Ela permite monitorar consumo de combustível, comportamento do motorista, RPM, localização e alertas de manutenção. (GM Fleet / Frost & Sullivan)
Avalie: o sistema fornece dados da Rede CAN do veículo ou apenas estimativas? Existe integração com câmeras de monitoramento? Os alertas são configuráveis por operação?
Combustível representa entre 40% e 60% do custo operacional de transporte no Brasil. Um sistema que não monitora abastecimento com precisão está deixando uma brecha aberta para desperdício e fraude. Pergunte ao fornecedor: há integração com cartão combustível? Existe câmera no momento do abastecimento? Os relatórios cruzam dados do hodômetro com os dados da bomba?
Um dos maiores custos ocultos da frota é a manutenção corretiva. Um bom sistema automatiza os lembretes de revisão, controla o histórico de cada veículo e permite planejamento de paradas, reduzindo tempo ocioso e evitando sinistros.
Para operações com rotas fixas ou variáveis, a capacidade de otimizar rotas e escalas de motoristas é um diferencial crítico em qualquer empresa de gestão de frotas. Soluções com algoritmos de roteirização inteligente reduzem quilometragem, tempo de percurso e consumo de forma direta.
Gestores que tomam decisões com base em planilhas manuais operam com atraso informacional. Exija dashboards em tempo real, relatórios exportáveis e capacidade de integração com os sistemas financeiros e operacionais da empresa.
Segundo o Departamento de Energia dos EUA, a condução agressiva pode aumentar o consumo de combustível em até 40%. Sistemas que monitoram e pontuam o comportamento dos motoristas contribuem diretamente para redução de consumo, sinistros e desgaste dos veículos.
.png)
Não existe empresa de gestão de frotas perfeita, mas existem perguntas que revelam se o fornecedor é sério. Use esta lista durante o processo comercial:
Desconfie de fornecedores que não conseguem responder essas perguntas com precisão ou que omitem informações contratuais na fase comercial.
Antes de contratar qualquer solução, faça um diagnóstico interno. Estes são os indicadores mais comuns de que a operação está perdendo eficiência:
Se mais de dois desses indicadores estão presentes na sua operação, o custo de não contar com uma empresa de gestão de frotas já é maior do que o investimento na solução.
A MPlan é uma empresa de tecnologia especializada no setor de transportes, com soluções desenvolvidas especificamente para as complexidades operacionais de empresas que gerenciam frotas de ônibus, veículos urbanos e sistemas de transporte coletivo.
Diferentemente de uma empresa de gestão de frotas genérica, os sistemas da MPlan foram desenhados para as especificidades do transporte público e coletivo, onde a integração entre gestão de pessoas, veículos e operação em tempo real é crítica.
O portfólio da MPlan inclui:
Escolher uma empresa de gestão de frotas não é uma decisão de TI. É uma decisão estratégica com impacto direto no custo operacional, na segurança dos motoristas e na qualidade do serviço prestado.
Com 40% a 60% do custo operacional atrelado ao combustível e até 30% desse valor desperdiçado por falta de monitoramento, o argumento financeiro para investir em gestão já está dado.
A questão não é se sua empresa vai contratar uma empresa de gestão de frotas. A questão é quando. E se isso vai acontecer antes ou depois dos seus concorrentes.
Todos os dados utilizados neste artigo possuem fonte verificável e link ativo.
Veloe / Fipe / Senatran: Frota nacional 2024 autodata.com.br
Mordor Intelligence: Mercado global de gestão de frotas mordorintelligence.com
ABLA / GM Fleet: Crescimento da terceirização no Brasil 2024 gmfleet.com.br
Uello: Redução de custos com terceirização de frota uello.com.br
Cobli: Desperdício de combustível sem monitoramento cobli.co
Aiko Digital: Combustível representa 40-60% do custo operacional aiko.digital
Brazilian Journal of Business: Estudo comparativo frota própria vs terceirizada brazilianjournals.com.br
Frost & Sullivan / GM Fleet: 80% das frotas conectadas até 2026 gmfleet.com.br
Fretebras: Transporte rodoviário responde por 64% das cargas blog.fretebras.com.br